Arquivo de outubro, 2009

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Abandono


O abandono é uma das formas de maus-tratos mais cruéis que existem. Muitos acreditam que os animais são brinquedos que existem unicamente para nos divertir e servir. Essas pessoas não sabem que os animais têm sentimentos e se apegam ao seu dono, passando a considerá-lo sua família.
Além da crueldade do ato em si, abandonar ou negligenciar um animal é crime previsto por leis federais (Lei nº 9.605/98 e Decreto Federal nº 24.645/34); municipais (Lei nº 466/2004 e Lei 530/2004), que prevêem multa e prisão, dependendo do caso.


Existem inúmeras formas de abandono:
negligência, abandono temporário, abandono definitivo, abandono de animal idoso / especial.


Formas de abandono

Negligenciar um animal é “abandoná-lo”, emocionalmente e/ou fisicamente, dentro da sua casa. Os animais de estimação foram domesticados pelo homem para lhe fazer companhia. Portanto, eles esperam e precisam dessa companhia, atenção e dedicação por parte de seus donos.
Quando o animal é esquecido no fundo do quintal e não recebe atenção e carinho ou quando seus donos não lhes fornecem alimentação, abrigo, higiene e atendimento veterinário esse animal está sendo negligenciado, maltratado… é obrigação do dono cuidar da saúde física e mental do seu animal (ver Posse Responsável e Legislação)

O abandono temporário geralmente acontece quando o dono do animal viaja e não deixa nenhum responsável para atender às necessidades básicas do animal: abrigo, alimentação, higiene, passeios e/ou atendimento veterinário. Se acaso acontecer alguma situação que interfira na saúde e no bem-estar do animal, este poderá ficar à mercê da sorte ou até em risco de morte. O abandono temporário é sinal de frieza e irresponsabilidade com a vida.

O abandono definitivo também é muito cruel. Muitas vezes o animal é, simplesmente ou covardemente, abandonado na rua, longe de casa, para que não consiga achar o caminho de volta. O que acontece a partir daí? Esse animal, que até então recebia comida, água e abrigo sem ter de procurá-los, passa a vagar pelas ruas, procurando pelo dono! Caso ele consiga sobreviver, encontrando comida nos lixões e escapando de atropelamentos e maus-tratos, estará doente e, quando percebe que não encontrará mais aquele a quem procura, torna-se apático e acaba morrendo – de tristeza!
Você já olhou nos olhos de um animal abandonado ou negligenciado? O vazio e a tristeza que você encontra nesse olhar são indescritíveis.

Abandono de animal idoso

O abandono de animais idosos é ainda mais triste. Após anos de dedicação aos seus donos, ao chegarem a uma idade avançada, são descartados e abandonados à própria sorte. Algumas vezes, acontece o aparecimento de cegueira, surdez, ou alguma outra situação especial, e eles necessitam de um atendimento diferenciado e compaixão genuína. Os movimentos e os reflexos também diminuem com a idade, e assim também, a possibilidade de se defender de qualquer tipo de agressão.
Nesta fase de suas vidas, mais do que nunca, eles precisam de atenção, cuidados, respeito e amor. Lembre-se de tudo que ele fez, em todos esses anos, por você e que ele também faz parte de sua família como você faz parte da família dele. Pense bem: você largaria seus avós, pais ou irmãos idosos a própria sorte?!

Opção: doar seu animal de estimação?

Não tome uma decisão precipitada, sem antes pensar e tentar todas as possibilidades ao seu alcance. Saiba que não há nenhuma organização em Blumenau que possua abrigo para animais. Lembre-se de que ele se considera um membro da família, como seu filho ou seu pai, e que ser rejeitado ou abandonado pela família provocará depressão e muita tristeza e que, seja lá o que acontecer com ele, será sua responsabilidade. Para melhor decidir o que fazer, coloque-se no lugar dele, com bastante honestidade e se pergunte: eu gostaria do que quero impor a ele?

Se é uma questão de espaço (mudança de casa para apartamento, quintal pequeno etc.) lembre-se de que espaço não é tudo e ele sempre preferirá ficar com você do que com estranhos. Se você não tiver tempo de levá-lo passear, converse com alguém da vizinhança ou amigo que seja responsável e que goste dele, e que, por uma pequena quantia monetária, possa fazer os passeios necessários. Já existem pessoas e empresas que fazem esse serviço!

Se é uma questão de comportamento (está muito agitado, rosna, late muito, etc), é porque alguma coisa não está bem e ele está tentando lhe dizer. Se ele ou ela não for castrado, essa é a primeira providência a tomar, pois em geral, os animais ficam mais calmos após a castração. Também existem várias maneiras de controlar comportamentos agitados e destrutivos sem ser preciso se desfazer do animal. Você também pode recorrer à educação ou adestramento – existem livros e sites com muitas dicas para resolver comportamentos ou você pode recorrer à profissionais – nesse caso, informe-se sobre seus métodos.

Se ele está velho, doente e já não faz as necessidades nos locais adequados, lembre-se de que todos nós ficaremos velhos algum dia e precisaremos de compreensão, paciência e compaixão. Nós, seres humanos, até podemos nos preparar um pouco para as fases da idade madura ou velhice o que não acontece com os animais, que dependem de nossos cuidados por toda a vida. Dê o bom exemplo a seus familiares, amigos, conhecidos e desconhecidos ao tratá-lo(s) com o respeito e dedicação que um idoso ou doente, humano ou não, necessita. Essa atitude fará mais bem a você do que a qualquer outra pessoa.

Se por algum outro motivo você acredita que terá mesmo que doá-lo, procure então, preferencialmente, alguém que ele já conheça e goste, e faça a transição com muito amor e responsabilidade. Caso não conheça ninguém que possa ser responsável por ele entre em contato com as ONG’s de proteção aos animais. Lembre-se: as ONG’s não possuem abrigos para animais, mas divulgam animais que estejam para adoção e podem dar dicas sobre como proceder.


Mas nunca, em hipótese nenhuma, solte-o na rua.
O abandono de um ser vivo é um ato cruel, além de ser crime…


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Cuidados com seu animal de estimação


Existem diversos cuidados que você deve tomar para que a relação entre você e seu animal seja o mais saudável e feliz possível, além dos já citados na Posse Responsável.

Veja o que você pode e deve fazer:

EDUCAÇÃO

Socialização

Socializar seu animal de estimação significa apresentá-lo e acostumá-lo com a presença de outras pessoas (adultos e crianças; brancos, negros, orientais etc.) e de outros animais (cães, gatos, cavalos etc.). A socialização é importante para que seu animal não estranhe ou agrida pessoas ou animais desconhecidos, dentro ou fora da sua casa.

Ela deve ser feita desde a infância do animal, mas também pode ser introduzida aos poucos para o animal adulto. Procure sempre a orientação profissional, através de livros e sites (links: http://www.caocidadao.com.br/ e http://www.saudeanimal.com.br/ ) confiáveis ou procurando profissionais competentes.

Educação básica para cães

Lembre-se que seu cão é um animal que pertenceu à matilhas em sua fase selvagem e que mantém todos os instintos de sobrevivência, proteção e afeto que seus antepassados necessitavam para sobreviver. Partindo deste princípio, para que você possa compreender seu cão, você deve ter a consciência de que ele é diferente de você e, portanto, reage diferente à várias situações. Quando seu cão chega à sua casa, ele passa a considerar sua família como sua nova matilha. Ele, instintivamente, começa a competir e testar todas as pessoas da casa para achar seu lugar na hierarquia do grupo. Isto deve ser compreendido por todas as pessoas que moram com você, para que elas saibam, sem violência ou maus-tratos, reagir corretamente aos testes do seu cão e mostrar a ele que ele é o último na hierarquia, ou seja, deve obediência a todos. Isto parece cruel, mas é natural para os cães. Não pense que ele vai se sentir triste por ser o último, pois isso também significa que ele terá menos responsabilidades e será protegido por todos.
Quando punir seu amigo por alguma arte que ele tenha feito?
Os cães podem fazer algo que nós consideramos errado por não terem sido treinados para fazer o que achamos ser certo ou para chamar sua atenção. O que precisamos entender é que a memória do cachorro é muito curta. Você só pode puni-lo se pegar ele fazendo a arte. É naquele instante. Mas lembre-se, a punição não deve ser física NUNCA!
Obs.: Se ele late ou uiva muito, procure entender o motivo. Nunca fique irritado ou deixe de verificar os apelos de seu animal. É a única forma que ele tem para chamar sua atenção!

Como ensiná-lo a fazer suas necessidades no lugar certo?
  • Prepare a área que você quer que ele use como “banheiro”, forrando o local com jornal. Desde o primeiro dia da sua chegada, leve-o ao “banheiro” de manhã bem cedo, no meio da manhã, logo após o almoço, no meio da tarde, após o jantar e antes de dormir. Coloque-o em cima do jornal e fique com ele lá até que ele faça xixi ou cocô. Aguarde até que ele acabe e logo em seguida faça a maior festa com ele, deixando claro que ele acertou. Essa é a parte mais importante do adestramento, pois seu amigo vai fazer qualquer coisa para conseguir sua atenção e carinho!
  • Durante o período de adestramento, se ele fizer as necessidades em outro lugar, não brigue. Simplesmente não lhe dê atenção, que é a coisa mais importante para ele. Limpe a sujeira quando ele não estiver por perto.
  • Após alguns dias (tanto o filhote como o cão adulto aprendem rápido com esta técnica) todo esse trabalho terá valido a pena, pois ele terá aprendido a usar o “banheiro” e você não precisou sequer “olhar feio”.
Educação básica para gatos

Os gatos não aceitam autoridade facilmente, por isso não espere muita obediência. Eles são animais mais independentes que os cães, mas também precisam – E GOSTAM – de cuidados e muito carinho. São muito desconfiados, tem um instinto de proteção muito apurado, preservando a vida acima de tudo. Os gatos reagem bem à voz “mansa”, à movimentos lentos e som baixo. Não se dão nada bem com agitação, movimentos bruscos, pois se assustam facilmente.

Para ensinar o nome ao seu gato, repita várias vezes quando ele estiver comendo ou brincando. Recompense-o com muito carinho quando ele atender.
Higiene: os gatos são animais limpos por natureza, por isso é só providenciar uma bandeja com areia própria ou comum e mantê-la sempre limpa.

Como ensiná-lo a não arranhar os móveis, tapetes etc.: eles fazem isso para afiar as unhas. Forneça-lhes tábuas e brinquedos forrados com materiais forrados com cordas de sisal. As unhas, além de serem retráteis (se escondem dentro da patinha), crescem constantemente e são muito úteis quando eles querem subir em algum lugar. Eles as lixam naturalmente ao arranhar os objetos para “marcar território”.

Saúde: Mastigar folhas também é outro hábito desses bichinhos. Se sua casa não tiver grama, existem gramas especiais, ricas em fibras, que ajudam na digestão e eliminação das bolas de pêlos que se formam no estômago de muitos gatos, em função da limpeza constante dos pêlos, que eles fazem através da lambedura. O bambuzinho de jardim – Bambusa gracilis -, é muito apreciado pelos gatos para fazer a limpeza estomacal, além de fornecer sombra, ser utilizada para esconderijo e para brincadeiras. Também é possível manter bambuzinhos em apartamento, em área ensolarada ( meia-sombra). É uma planta rústica, só exigente em água. Para apartamentos,adquira mudas bem desenvolvidas, pois seu gato não deixará a planta sossegada.No jardim, após mais ou menos 1 ano do plantio, você pode dividir uma touceira de bom diâmetro, para multiplicar o número demudas ( informações em www.jardineiro.net ).

TRANSPORTE

Não importa a distância ou o meio de transporte: a melhor e mais segura forma de transportar seu animal de um local ao outro é dentro de uma caixa de transporte resistente e com fechamento seguro A caixa deve ter espaço para seu animal ficar em pé e dar uma volta de 360º.

No caso de transporte por ônibus ou aéreo, além da documentação comum a qualquer tipo de transporte (carteira de vacinação, atestado médico, datado e assinado e a GTA – Guia de Transporte Animal, fornecida pelo Ministério da Agricultura), seu animal deverá viajar sedado, o que deve ser orientado pelo veterinário.

No caso de ele viajar no seu carro, ele deve viajar sempre no banco de trás e com a cabeça dentro do veículo. Existem cintos de segurança para cães em lojas especializadas (pet shops). O motorista pode ser multado se o cão estiver na janela do carro ou sozinho no banco da frente. Pode ser usada caixa de transporte, desde que a temperatura não esteja elevada.

No caso de gatos, o uso da caixa de transporte é indicado para diminuir o estresse do animal. Os gatos perdem a noção de espaço, quando são submetidos à ambientes diferentes, mesmo que já tenham estado lá em outra ocasião. Precisam sempre de um tempo prolongado de adaptação. Neste período necessitam de limites físicos para não se perderem ou serem machucados.

Os animais não podem ser transportados dentro da caçamba de veículos utilitários (caminhonetes, pick-ups, etc.) – além de se machucar e sofrer uma insolação, eles podem causar algum acidente!

Muitos animais costumam vomitar com o movimento do carro. Consulte o veterinário quanto a medicar o cão contra vômitos antes da viagem. Não alimente o cão ou gato antes de viajar.
Leve água e faça paradas regularmente. Nunca solte o animal em locais desconhecidos. Use coleira/peitoral, guia e identificação, e fique atento à segurança dele. Por medo, ele pode correr desorientadamente. Não subestime o que seu animal sente. Ele pode reagir de forma diferente ao que você costuma presenciar e conhecer. O medo pode ficar exacerbado, em situações de barulhos e movimentos. P r e v i n a qualquer situação que traga desconforto e ameaça à vida do animal.

BARULHOS E FOGOS DE ARTIFÍCIO

Todos os animais se assustam facilmente nas épocas festivas (Natal, ano novo, Campeonatos) com os barulhos dos fogos e rojões ou com o ruído dos trovões em dias de tempestade. O pânico faz o animal correr desorientado e sem destino. Procure evitar tudo isso garantindo condições mínimas de segurança, passe-lhe paz e tranqüilidade, e a sensação de que tudo está bem e sob controle.

  • Acomode os animais dentro de casa, em lugar onde possam se sentir em segurança, com iluminação suave e se possível um radio ligado com música suave.
  • Fechar portas e janelas para evitar fugas e suicídios;
  • Dar alimentos leves, pois distúrbios digestivos provocados pelo pânico podem matar (torção de estômago, por exemplo);
  • Cobrir gaiolas de pássaros e checar cercados de animais (cabras, galinhas etc.);
  • Cobertores pesados estendidos nas janelas abafam o som, assim como cobertores no chão ou um edredom sobre o animal;
  • Procure um veterinário para sedar os animais no caso de não poder colocá-los para dentro de casa. Animais acorrentados acabaram se enforcando em função do pânico.

CUIDADOS PARA EVITAR AGRESSÕES

Lembre-se de que você precisa entender os animais – eles têm uma forma diferente de demonstrar se estão gostando ou não do que você faz.

Como evitar que seu animal fique agressivo:
  • Eles não gostam de passar de colo em colo ou ser agarrados. Faça carinhos e brinque com ele no chão.
  • Ao adotar ou comprar um animal, procure um com a mesma personalidade que a sua (mais, ou menos agitado e brincalhão).
  • Não deixe de exercitar seu cão, levando-o para passear e brincando com ele.
  • Sociabilize seu animal. Assim ele vai se acostumar com outras pessoas, animais e com os barulhos.
  • NUNCA o deixe preso com uma corrente curta.
  • Eduque-o – com carinho. Ele deve saber que você é quem manda.
  • Nunca bata ou maltrate seu animal e tente perceber se ele não está doente ou machucado. Quando eles sentem dor, procuram se defender como podem…
Como evitar ser atacado por um animal:
  • Não mexa com animais soltos na rua ou atrás de portões ou grades.
  • Não mexa com animais presos na guia sem a permissão do dono.
  • Não entre em locais sem ter a certeza de que o animal está preso. Não invada casas ou terrenos.
  • Não instigue um animal contra o outro.
  • Não puxe o rabo, orelha ou faça brincadeiras violentas.
  • Não olhe fixamente nos olhos de um animal.
  • Não corra ou grite quando um animal chega perto de você.
  • Não faça movimentos bruscos nem barulhos perto de um animal.
  • Não acorde um animal nem mexa nele enquanto come.
  • Não mexa nos brinquedos ou outros pertences do animal.
  • Não mexa em fêmeas com filhotes ou em animais doentes ou machucados.
Como identificar um animal nervoso:

Se ele mostrar os dentes ou rosnar ou eriçar os pêlos da nuca e da coluna ou endurecer os membros do corpo ou colocar as orelhas para trás, é sinal de que ele não está gostando de alguma coisa.

O que fazer se um animal atacar:
  • Não corra nem grite! Fique parado e proteja o pescoço e o rosto com as mãos e não olhe na direção do animal. Na maioria das vezes, o animal vai chegar perto, cheirar e ir embora, mesmo que tenha corrido na sua direção latindo.
  • Se ele atacar e você cair, continue sem se mexer e proteja o pescoço e o rosto até que ele vá embora ou a ajuda chegue. Sem resistência, ele deve perder o interesse no ataque.
  • Se ele te machucou, lave o(s) ferimento(s) com água corrente e sabão e procure o serviço de saúde. Tente identificar o animal, pois ele deverá ficar 10 dias em observação para verificar seu estava doente.
  • NÂO MACHUQUE O ANIMAL. Além da observação ser necessária, ele teve alguma razão para atacar e, geralmente, nós fomos os culpados…

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Novo site


Inaugurado o novo site da Focinho Feliz!

O site foi totalmente reformulado para facilitar os contatos e pesquisas sobre os temas que já existiam no antigo site: posse responsável, maus-tratos, legislação etc. e para incluir novos conteúdos e atualizações mais freqüentes.

Logo na abertura teremos notícias atualizadas e entrevistas com profissionais, ativistas e público abordando temas importantes. Também estará disponível uma newsletter, para atualizar nossos leitores de todas as novidades do site.

Além da comunidade no Orkut, a Focinho Feliz também inaugura seu perfil no Twitter. Nos siga para saber das novidades!

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