Animais com epilepsia podem levar uma vida normal com o tratamento correto

Março Roxo é um movimento de conscietização

Março Roxo é um movimento de conscientização

A epilepsia é um distúrbio neurológico que provoca perda momentânea do controle da coordenação e dos movimentos involuntários do ser humano. Mas, o que muitos não sabem, é que os animais de estimação também podem sofrer com uma excessiva descarga elétrica nas células do cérebro, que causam as temidas convulsões. A epilepsia em animais domésticos é mais comum do que se imagina e atinge mais os cachorros do que os gatos. Mas saiba que epilepsia não é sentença de morte! O animal epilético pode ter uma vida longa e normal.

A primeira crise epilética em animais pode surgir, repentinamente, entre os seis meses de vida e os cinco anos de idade. Por isso, muitos tutores ficam surpresos quando o pet já adulto apresenta crises epiléticas, que podem variar de frequência e intensidade de acordo com cada animal. Por isso, não deixe de levar seu pet ao médico-veterinário. Um profissional especializado em neurologia poderá avaliar a condição do animal para saber se a convulsão foi causada por uma causa pontual, como febre alta em decorrência de uma infecção, ou pela epilepsia. Vale lembrar que o animal só pode ser diagnosticado com epilepsia quando as convulsões forem frequentes e sem causa infecciosa ativa.

A consulta com um veterinário é muito importante, já que esta condição pode se tornar fatal sem o tratamento correto. Ao contrário dos humanos, os cães não correm o risco de se asfixiarem ou engasgarem com a língua, mas existe um estado clínico – chamado de status epilepticus – que é caracterizado por convulsões sucessivas que podem ser fatais para o animal. Após o diagnóstico certo, o médico-veterinário poderá prescrever um medicamento anticonvulsivante para que as crises sejam controladas.

É importante ressaltar que o tratamento para a epilepsia não cura o animal de estimação, mas controla as convulsões em frequência, intensidade e duração. Segundo especialistas, o medicamento pode controlar 80% das crises convulsivas em cães epiléticos. Além da medicação, também pode ser indicado algum tratamento alternativo como a acupuntura, homeopatia ou florais. Isso se faz necessário, algumas vezes, já que o medicamento pode apresentar efeitos colaterais, como o comprometimento das funções hepáticas.

Por isso, os animais que fazem tratamento para epilepsia necessitam fazer exames periódicos para avaliar o funcionamento do fígado e a quantidade do medicamento no sangue. Como o organismo pode desenvolver uma tolerância ao princípio ativo do medicamento, em alguns casos é necessário aumentar a dosagem ou trocar a medicação com o passar do tempo. Somente um especialista poderá avaliar a situação clínica do animal, que é feita por meio de exames específicos.

Crises epiléticas

Na maioria dos casos, esta condição é hereditária e pode acometer todas as raças. Mesmo assim, é importante ficar atento às situações de estresse, como fogos de artifício e visitas em casa, que podem piorar o estado do animal epilético. Durante a crise convulsiva, o animal pode urinar ou defecar, perdendo ou não a consciência. E após a convulsão, pode haver um estado de confusão mental, respiração ofegante e fraqueza. Nestes momentos de crise, o tutor deve procurar manter a calma, levando o animal para um ambiente tranquilo para que ele se recupere. Para saber mais sobre o assunto, converse com um médico-veterinário.

 

CLASSIFICAÇÃO:

A epilepsia é uma doença que está ligada ao sistema nervoso central, que provoca crises convulsivas e repetidas ao animal. Convulsões podem ser causadas por causas pontuais, como febre alta em decorrência de uma infecção ou uma pancada na cabeça. O diagnóstico de epilepsia ocorre quando as convulsões são frequentes e sem causa infecciosa ativa. A epilepsia pode ser classificada como:

  • Epilepsia primária: é quando não é encontrada a causa real da crise. Normalmente está ligada ao fator hereditário.
  • Epilepsia secundária: pode ser originada por qualquer tipo de processo intracraniano ativo: tumores, encefalites, meningites e parasitoses, entre outros.

CAUSAS DA CONVULSÃO:

♦ Existem diversas doenças, como cinomose e meningite, que podem afetar o sistema nervoso do animal, podendo causar sequelas que incluem as crises convulsivas.

♦ Doenças cerebrais, como os tumores, também podem causar convulsões.

♦ Traumas fortes na cabeça – causados por atropelamento, agressão ou acidente doméstico – podem causar ataques convulsivos.

♦ Intoxicação ou envenenamento por produtos químicos.

♦ Pré-disposição genética e/ou da raça.

♦ Também pode ser causada por processos extracranianos, como doenças renais e hepáticas. Mas, em qualquer caso, é aconselhado fazer uma investigação cuidadosa e realizar exames complementares.

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