Maus-tratos

Maus-tratos são todas as ações que agridem a integridade física e psicológica dos animais. Há estudos do FBI (polícia federal americana) que relacionam as pessoas que cometem maus-tratos a animais como possíveis criminosos seriais (serial killers). Além disso, quaisquer tipos de maus-tratos é crime previsto por leis federais (Lei nº 9.605/98 e Lei nº 6.638/79, Decreto Federal nº 24.645/34); municipais (Lei nº 466/2004 e Lei 6422/2004) e pela Declaração Universal dos Direitos dos Animais, proclamada pela UNESCO em 1978. Dependendo da gravidade, podem levar o criminoso para a cadeia. Denuncie os casos de maus-tratos que você conhece!

Animais domésticos

  • Envenenamento
  • Abandono temporário – quando o animal é deixado preso e/ou sem cuidados básicos (comida, água, espaço, abrigo etc.).
  • Abandono definitivo – soltá-los ou abandoná-los em vias ou logradouros públicos.
  • Submetê-los a qualquer prática que cause ferimentos, golpes, sofrimento ou morte.
  • Matar ou agredir um animal, sem motivo e de forma brutal, provocando-lhe dor e sofrimento.
  • Mantê-los sem abrigo, em lugares impróprios ou que lhes impeçam movimentação e/ou descanso, ou, ainda, onde fiquem privados de ar ou luz solar, bem como alimentação adequada e água.
  • Não procurar um veterinário para um animal doente.
  • Criá-los, mantê-los ou expô-los em recintos exíguos ou impróprios, bem como transportá-los em veículos ou gaiolas inadequadas ao seu bem-estar.
  • Utilizá-los em rituais religiosos e em lutas entre animais da mesma espécie ou de espécies diferentes.
  • Deixar de socorrê-los no caso de atropelamentos e/ou acidentes domésticos.
  • Abatê-los – o abate e/ou a eutanásia só pode ser feita por profissional e/ou estabelecimento credenciado.
  • Praticar a vivissecção para pesquisas científicas ou aulas didáticas havendo métodos alternativos ou, não existindo outros métodos, sem anestesia e pré-anestesia, sem acompanhamento pré e pós-cirúrgico por um médico veterinário e/ou desobedecendo a qualquer item da Lei nº 6.638/79.
  • Eutanasiar um animal com métodos não-humanitários, causando-lhe sofrimento ou dor através de espancamento, produtos químicos inadequados, veneno, etc.
  • Utilização de animal em shows que possam lhe causar pânico ou estresse (rinhas, rodeios, circos, farra do boi, etc.)
  • Obrigá-los a trabalhos excessivos ou superiores às suas forças ou castigá-los, ainda que para aprendizagem e/ou adestramento.
  • Negar períodos suficientes para descanso ao animal que trabalha (cavalos, bois etc.), principalmente fêmeas prenhes e filhotes.
  • Caça (a caça é proibida na maior parte do território brasileiro, incluindo Santa Catarina).

Farra do boi

A Farra do Boi ocorre com mais freqüência na época da Páscoa, em Santa Catarina, culminando na Sexta-feira Santa. Algumas comunidades celebram casamentos, aniversários, jogos de futebol e outras ocasiões especiais promovendo a Farra do Boi, durante o ano inteiro.

Por esta bárbara prática, bois, vacas, bezerros e outros animais são submetidos a toda sorte de torturas, que tem início com o jejum, em confinamento, para enfraquecê-los. Para aumentar o desespero do animal, comida e água são colocados onde ele possa ver , mas não alcançar.

A farra começa quando o boi é solto e perseguido pelas ruas por homens, mulheres e crianças, enlouquecidos e em sua maioria embriagados, munidos de paus, facas, lanças de bambu, cordas, chicotes, pedras, espetos e, que atinge o auge, quando o animal exausto, tomba. Muitas vezes o boi, no desespero de fugir, corre em direção ao mar e acaba se afogando.

Rodeios e vaquejadas

Mais um evento “importado”, desta vez da “cultura” americana. Uma exibição de força e crueldade contra seres indefesos que sofrem duplamente: no momento do rodeio, quando são laçados, derrubados e agredidos e, durante todo o tempo em que são submetidos a instrumentos e técnicas de tortura para que animais domesticados e dóceis pareçam selvagens. A força do dinheiro e da ganância do homem se torna mais forte do que o respeito à vida e à integridade do ser vivo.

Provas

No seu artigo 5º., garante o direito de todo cidadão de manter um animal de estimação.

Laçada de bezerro: animal de apenas 40 dias é perseguido em velocidade pelo cavaleiro, sendo laçado e derrubado ao chão. Ocorre ruptura na medula espinhal, ocasionando morte instantânea. Alguns ficam paralíticos ou sofrem rompimento parcial ou total da traquéia. O resultado de ser atirado violentamente para o chão tem causado a ruptura de diversos órgãos internos levando o animal a uma morte lenta e dolorosa.

Laço em dupla/team roping: dois cowboys saem em disparada, sendo que um deve laçar a cabeça do animal, e o outro as pernas traseiras. Em seguida os peões esticam o boi entre si, resultando em ligamentos e tendões distendidos, além de músculos machucados.

Bulldog: dois cavaleiros, em velocidade, ladeiam o animal que é derrubado por um deles, segurando pelos chifres e torcendo seu pescoço.

Ferramentas de Tortura:

Agulhadas elétricas, um pedaço de madeira afiado, esporas, unguentos cáusticos e outros dispositivos de tortura são usados para irritar e enfurecer os animais usados nos rodeios,com o objetivo de mostrar um “bom show “para a multidão.

Sedem ou sedenho: é um artefato de couro ou crina que é amarrado ao redor do corpo do animal (sobre pênis ou saco escrotal) e que é puxado com força no momento em que o animal sai à arena. Além do estímulo doloroso pode também provocar rupturas viscerais, fraturas ósseas, hemorragias subcutâneas, viscerais e internas e dependendo do tipo de manobra e do tempo em que o animal fique exposto a tais fatores, pode-se evoluir até o óbito.

Peiteira e sino: consiste em outra corda ou faixa de couro amarrada e retesada ao redor do corpo, logo atrás da axila. O sino pendurado na peiteira,contitui-se em mais um fator estressante pelo barulho que produz à medida em que o animal pula.

Golpes e marretadas: na cabeça do animal, seguido de choque elétrico, costumam produzir convulsões no animal e são o método mais usado quando o animal já está velho ou cansado.

Esses recursos que fazem o animal saltar descontroladamente, atingindo altura não condizente com sua estrutura, resultam em fratura de perna, pescoço e coluna, distensões, contusões, quedas, etc.

Segundo a Dra.Irvênia Prada, que foi por muitos anos Professora Titular da Faculdade de Medicina da USP e tendo mais de uma centena de trabalhos publicados em Anatomia Animal, ao observar as fotos dos animais em plena atividade no rodeio declarou: “os olhos dos animais mostram uma grande área arredondada, luminosa, consequente à dilatação de sua pupila. Na presença de luz, a pupila tende a diminuir de diâmetro (miose). Ao contrário, a dilatação da pupila (midríase) acontece na diminuição ou ausência de luz, na vigência de processo doloroso intenso e na vivência de fortes emoções (medo, pânico..) e que acompanham situações de perigo iminente, caracterizando a chamada Síndrome de Emergência de Canon. No ambiente da arena de rodeio, o esperado seria que os animais estivessem em miose, pela presença de luz. Assim, a midríase que exibem é altamente indicativa de que estejam na vigência da citada Síndrome de Emergência, o que caracteriza o sofrimento mental.”

Fazendo Frente ao Mito

Num estudo conduzido pela Humane Society of the United States, dois cavalos conhecidos pelos seus temperamentos gentis foram submetidos ao uso da cinta no flanco. Ambos pularam dando coices até a cinta sair. Então vários cavalos do circuito de rodeio foram liberados dos currais sem a cinta no flanco e não pularam nem deram coices, mostrando que o comportamento selvagem e frenético dos animais é induzido pelos cowboys e promotores dos rodeios.

O Fim da Trilha

O médico veterinário Dr. C.G. Haber, que passou 30 anos como inspetor federal de carne, trabalhou em matadouros e viu vários animais descartados de rodeios sendo vendidos para abate. Ele descreveu os animais como “tão machucados que as únicas áreas em que a pele estava ligada à carne eram cabeça, pescoço, pernas e abdome. Eu vi animais com 6 a 8 costelas quebradas à partir da coluna, muitas vezes perfurando os pulmões. Eu vi de 2 a 3 galões de sangue livre acumulado sobre a pele solta. Estes ferimentos são resultado dos animais serem laçados nos torneios de laçar novilhos ou quando são montados através de pulos nas luta de bezerros.” (1)

Os promotores de rodeio argumentam que precisam tratar seus animais bem para que eles sejam saudáveis e possam ser usados. Mas esta afirmativa é desmentida por uma declaração do Dr. T.K. Hardy, um veterinário e às vezes laçador de bezerros, feita à revista Newsweek: “Eu mantenho 30 cabeças de gado para prática, a U$200 por cabeça. Você pode aleijar três ou quatro numa tarde… É um hobby bem caro.” (2) Infelizmente existe um fornecimento constante de animais descartados à disposição dos promotores de rodeios os quais tiveram seus próprios animais esgotados ou irremediavelmente feridos. Conforme o Dr. Harber documentou,os circuitos de rodeio são apenas um desvio na estrada dos matadouros.

Escolhas e Oportunidades

Embora os cowboys de rodeio voluntariamente arrisquem-se a sofrer injúrias nos eventos em que participam, os animais que eles usam não têm esta escolha. Em 1986, no rodeio de Calgary em Alberta no Canadá, um dos maiores rodeios da América do Norte, oito cavalos foram mortos ou fatalmente feridos num acidente numa corrida de carroças. Pelo fato da velocidade ser importante em vários rodeios, o risco de acidentes é alto.

Bezerros laçados quando estão correndo a mais de 27 milhas por hora, têm seus pescoços tracionados para trás pelo laço, geralmente resultando em injúrias no pescoço e costas,contusões, ossos quebrados e hemorragias internas. Bezerros ficam paralíticos devido à lesão de coluna vertebral ou suas traquéias ficam parcialmente ou totalmente machucadas.(3) Bezerros são usados apenas em um rodeio antes de voltarem ao rancho ou serem sacrificados devido aos ferimentos.(4)

Os cavalos dos rodeios geralmente desenvolvem problemas de coluna devido aos repetidos golpes que sofrem. Devido ao fato de cavalos não ficarem normalmente pulando para cima e para baixo,existe também o risco de lesão das patas quando o tendão se rompe.

As regras da associação de rodeios não são eficazes na prevenção de lesões e não são cobradas com rigor, nem as multas são severas o bastante para evitar maus tratos. Por exemplo, se um bezerro é ferido num torneio, a única punição é que o laçador não poderá laçar outro animal naquele dia. Se o laçador arrastar o bezerro, ele poderá ser desclassificado. Não há regras protegendo os animais durante as provas e não há nenhum observador objetivo ou exames requisitados para determinar se um animal foi ferido num evento.(6)


Notas
1.Human Society of the United States, interview with C.G. Haber, DVM (Rossburg, Ohio),1979
2.”Rodeo :American Tragedy or Legalized Cruelty?” The Animals Agenda, March 1990
3.Dr. E.J. Finocchio, DVM, Letter to Rhode Island State Legislature. Feb. 28, 1989
4.”Rodeo Critics Call It “Legalized Cruelty”, San Francisco Chronicle, June 25, 1981
5.Lipsher, Steve, “Veterinarian Calls Rodeos Brutal to Stock” Denver Post, Jan 20, 1991
6.Schmitz, Jon “Council Bucks Masloff’s Veto On Rodeo Bill” Pittsburgh Press, Nov27, 1990

Fonte:
SUIPA – Sociedade União Internacional de Proteção aos Animais
PETA – People for Ethical Treatment of Animals

Tradução: Luiziania de C.M.de Barros

Banner ilustração: Lenita Ouro Preto – S.O.S Animais

Circo

Os animais de circo são animais selvagens, ou seja, animais que não são domésticos, portanto não deveriam estar presos em jaulas minúsculas e escuras, viajando de lá para cá, por quilômetros, às vezes, sem mesmo ver a luz do sol durante todo o percurso entre uma cidade e outra. Muitas vezes, passam fome e sede, calor e frio, deitam sobre suas próprias fezes, contraindo doenças e infecções.

O treinamento desses animais é feito através da violência, com surras, pauladas, choques e queimaduras. Muitas vezes, a comida e água são negadas propositalmente até que o animal apresente o comportamento desejado.

Esses animais se tornam neuróticos e imprevisíveis, apresentando comportamentos como balançar a cabeça e corpo, andar para frente e para trás, sem expressão, com olhares “mortos”. Podem se tornar perigosos e atacar a primeira “presa” que alcançarem para saciar sua imensa fome. Muitas vezes são alimentados com cães e gatos – jogados vivos dentro das jaulas – recolhidos nas ruas das cidades por onde o circo passa. Quando estão velhos ou debilitados demais para continuar com suas apresentações, são abandonados para morrer, sem cuidados veterinários.

Nos últimos anos, várias cidades brasileiras, inclusive Blumenau, à exemplo de cidades e até países no mundo, proibiram a apresentação de animais circos. Com isso, o abandono de animais de circo tornou-se maior ainda, pois eles não têm mais utilidade, demonstrando mais uma vez o descaso e desrespeito à vida dos seus “artistas”.

Por isso, não vá a espetáculos que tenham apresentações de animais. Mesmo aqueles que dizem tratar bem dos seus animais, não têm condições de faze-lo: como você acha que um elefante se sente sentando em um banquinho minúsculo, várias vezes por dia, sustentando todo o seu peso apenas nas patas traseiras? E o gato, que pula “corajosamente” de uma altura de 15m? E os leões e tigres que passam a milímetros de aros pegando fogo?

Animais de tração

Os cavalos são os animais mais utilizados para a tração de carroças que transportam lixo para reciclagem, entre outros. Muitas vezes, esses animais são comprados pelos carroceiros em leilões e já chegam debilitados e doentes. Mesmo assim, são obrigados a carregar por horas a fio muitas vezes o peso que agüentam. São conduzidos por vias de grande movimento, em horários de pico, sujeitos a inúmeros acidentes, quase sempre fatais. Muitas vezes são conduzidos por menores em flagrante desobediência às leis de trânsito e à legislação de proteção à infância e adolescência.

Trabalham de dia para seu dono e são alugados à noite para outro carroceiro. São utilizados com se fossem máquinas, sem direito a descanso, alimentação balanceada ou água fresca ou mesmo tratamento veterinário. Mesmo durante a gravidez, as éguas trabalham até o último minuto. Quando param ou não obedecem ao comando por estarem exaustos, são espancados até a morte ou são abandonados a própria sorte, normalmente acabam sendo atropelados ou morrem de fome e sede. Muitos deles são entregues aos matadouros, quase na sua totalidade, clandestinos, para um abate cruel de onde geralmente são repassados para o comércio como carne de boi.

Animais de produção

A criação dos animais de produção é uma das etapas da crueldade com esses animais criados apenas para satisfazer a ganância e a gula dos homens. A maioria é mantida em locais fechados, com iluminação artificial durante 24h e sem exercícios. Recebem enormes quantidades de hormônios para crescimento e aumento da produção de leite e ovos. Em nome da produtividade, são mutilados e alimentados à força.

Quando atingem o peso ideal, os animais são transportados até os matadouros por caminhões, amarrados ou dentro de gaiolas superlotadas, o que resulta em quedas, pisoteamento e lesões durante a viagem. São privados de alimento e água e sofrem exposição a condições ambientais difíceis (sol, chuva, frio), por longos períodos.

Na hora do abate, os produtores mais bem aparelhados usam um revólver pneumático atordoador, mas, é muito comum a marretada na cabeça, nem sempre certeira. O porco é abatido por meio de uma fina, longa e cortante faca que lhes é cravada com perícia, diretamente no coração. Tanto o boi quanto o porco, após o(s) golpe(s) que deveria(m) ser fatal(is), são degolados e sangram até a morte. Os abatedouros de aves mais modernos utilizam um choque elétrico para atordoar a ave antes de ela ser degolada e sangrar até a morte.

REFLEXÕES
  • Por meio de alterações genéticas, os animais crescem de forma acelerada, ficam maiores, menos gordurosos e produzem mais leite e ovos. Geram lucro, a despeito das conseqüências negativas que o uso de hormônio traz à saúde desses animais e à saúde humana.
  • A segurança alimentar é posta em xeque quando os animais são mantidos em sistemas intensivos de produção. A superlotação nas fazendas industriais cria o ambiente ideal para a propagação de doenças. Para tratar e conter essas doenças, os criadores lançam mão de uma diversa combinação de medicamentos.
  • A agricultura industrial também vem causando danos ao meio ambiente, com o grande uso de fertilizantes químicos e pesticidas, tornando o solo infértil e ameaçando a fauna silvestre local. Além disso, grandes áreas de mata nativa vêm sendo destruídas para a criação de áreas de pasto, e o aumento na criação também demanda o aumento da produção de grãos, causando ainda mais desmatamentos e maior consumo de água e fertilizantes.
  • Devido à ganância do homem, lidamos de forma desumana com os animais e com a Natureza, causando danos não somente ao meio ambiente, mas à nossa saúde.
  • Houve um tempo em que as pessoas, reunidas em volta do alimento, agradeciam à Natureza e ao animal que deu sua vida para que elas pudessem sobreviver. Nessa época, havia um certo respeito à vida em geral. Hoje, a ganância e a insensibilidade reinam entre os homens, causando tanta dor e sofrimento a criaturas que nada lhe fizeram de mal. Por quê?
  • Devemos nos perguntar até onde temos o direito de usar e abusar das criaturas que nos rodeiam. Se realmente precisamos – ou podemos – causar tanto sofrimento para nos dar prazer – prazer sim, pois a carne não é mais insubstituível. Ela foi muito importante para a evolução do homem, mas hoje, como seres evoluídos, já temos condições e conhecimento para substituí-la sem danos à nossa saúde e ao nosso desenvolvimento.
  • Quanto ao couro, que utilizamos em nossas vestimentas, sapatos, bolsas, acessórios e decoração, a indústria está tão avançada que temos inúmeros materiais para substituí-los – e com vantagens!
  • Os outros produtos de origem animal, como o leite, a lã, ovos, podem ser produzidos de forma mais humana, como em algumas fazendas orgânicas, nas quais os animais vivem soltos, recebem alimentação natural, têm abrigo e água fresca à disposição e não sofrem abusos para a produção desses alimentos.
  • Existem estudos que comprovam que as pessoas que lidam com o abate dos animais têm distúrbios psicológicos, chegando a cometer atos de violência contra pessoas e animais em sua própria casa.
COMO MUDAR ESSA SITUAÇÃO?
  • Converse com os legisladores de sua cidade sobre o que é possível fazer para garantir um tratamento mais humano aos animais.
  • Envie mensagens às indústrias de produtos animais, expondo sua opinião e deixando claro que está deixando de consumir o produto delas devido à forma com que é produzido.
  • Elimine todos os tipos de carne.
  • Coma mais grãos, legumes, frutas, verduras, castanhas, algas, etc.
  • Experimente as “carnes vegetais” à base de soja.
  • Procure restaurantes e lanchonetes naturais e vegetarianas.
  • Procure produtos orgânicos.

Lembre-se sempre que a mudança depende exclusivamente de você!
Uma pessoa pode salvar, em um ano, 60 animais, apenas parando de comer carne.


Rinhas

As rinhas fazem com que os animais protagonizem um espetáculo sangrento. Eles são treinados para matar, para brigar até a morte. Alguns rinheiros injetam drogas para melhor a performance do animal. Dentre os animais utilizados em rinhas encontramos o cão Pit Bull.

Ele é considerado o melhor cão de combate, devido à tolerância à dor e a habilidade de luta. Os veterinários garantem que os cachorros dessa raça não são violentos por natureza. O comportamento agressivo dos pit bulls é determinado pelos seus dono, que torturam os bichos para torna-los ferozes e furiosos. Também existem rinhas de aves, como os canários e os galos.

Vivissecção

Ensino

A vivissecção consiste na utilização, pelas faculdades de medicina, medicina veterinária, biologia, psicologia, odontologia, ciências farmacêuticas, enfermagem, dentre outras, de animais vivos, em aulas de práticas cirúrgicas. Ainda vivos, são encaminhados para a sala de cirurgia, onde são contidos e anestesiados (nem sempre adequadamente) para, em seguida, com a presença do professor e alunos, serem utilizados em diversos experimentos.

No Brasil, a presença de um médico veterinário durante as aulas é obrigatória por lei, o que nem sempre acontece, lamentavelmente. Após a prática, os animais são sacrificados ou redirigidos a novos estudos, dependendo de seu estado geral. Hoje, já existem incontáveis recursos, utilizados por universidades conceituadas nos EUA, na Inglaterra, Canadá, Alemanha etc., que substituem o uso didático de animais nas salas de aula, tais como utilização de cadáveres, simulação computadorizada, realidade virtual ou venopunção e cateterização, etc.

Objeção de Consciência

“Objeção de consciência” é um direito que vem sendo utilizado por alunos em todo o mundo para não participar das aulas de vivissecção, por questões éticas, religiosas ou morais. No Brasil, esses alunos estão protegidos pela Constituição Federal do Brasil, na parte dos Direitos e Garantias Fundamentais, que no Capítulo I artigo 5º diz: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo aos brasileiros e estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: VIII – ninguém será privado de direitos por motivos de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.”

Produtos Farmacêuticos, de Limpeza, Cosméticos e de Higiene Pessoal

Todos os anos milhares de novos cosméticos, produtos de limpeza e de higiene pessoal são lançados no mercado. Potencialmente, muitos deles foram testados em animais em vários estágios do seu desenvolvimento. Antes de aparecerem nas estantes dos supermercados, esses produtos passam por longo e complexo processo de experiência, que deixa milhões de animais mutilados, queimados, envenenados e expostos à ação de gases em testes ultrapassados e desnecessários. Laboratórios farmacêuticos cometem atrocidades semelhantes, e até piores, em nome da “Ciência”.

Entretanto, esses testes visam elaborar substâncias para a produção de drogas com objetivos comerciais. Algumas delas são úteis e capazes de salvar vidas, mas a indústria farmacêutica, cuja competição entre empresas tem como meta apenas o lucro, procura criar e aprimorar fármacos ou marcas que permitam assegurar os seus objetivos mercantis. Portanto, os animais não são sacrificados por uma causa nobre, em nome da saúde da humanidade. Esse argumento característico das indústrias de remédios, que garantem estar contribuindo para o nosso bem-estar, é totalmente hipócrita e desrespeita não somente os animais, mas os próprios seres humanos.

O que podemos fazer?

No caso da vivissecção no ensino, além da objeção de consciência, podemos conversar com a direção da entidade de ensino e com os professores e colegas sobre as técnicas alternativas e as vantagens que elas trazem, tais como economia, modernização e atualização da entidade e dos conhecimentos de seus docentes entre outras.

No caso da vivissecção para testes de produtos de higiene, limpeza e cosméticos, podemos parar de consumi-los. Nem todas as empresas testam seus produtos em animais. Então, por que não dar preferência àquelas que não têm essa prática cruel? (Veja as empresa que não testam no site www.pea.org.br).

No caso de remédios, procure se informar sobre medicina alternativa, como a homeopatia. Não consuma remédios sem necessidade – vai ser bom para sua saúde e para a dos animais!


Peles

Os animais utilizados para fabricação de casacos de pele passam a vida dentro de pequenas gaiolas. Em virtude deste estresse, adquirem comportamentos como a auto-mutilação e o canibalismo. Alguns deles têm suas línguas cortadas e sangram até a morte. Outros são esfolados ainda vivos, estrangulados, envenenados, afogados ou asfixiados.

Em alguns países usam-se armadilhas, embora sempre digam que os animais foram criados em fazendas. Desprovido de alimento, água e qualquer tipo de proteção dos predadores, pelo menos 1 em cada 4 animais rói a própria pata na tentativa desesperada de se libertar. Os que o conseguem fazer acabam por morrer pouco depois, em conseqüência da perda de sangue, de infecção, de fome ou caçados devido à vulnerabilidade face aos predadores.

Os animais que não conseguem escapar, aguardam em sofrimento durante vários dias ou até mesmo semanas, até que o caçador volte para verificar a sua armadilha. Para não estragarem a pele, os asfixiam com os pés. Muitas vezes, os animais não resistem à espera prolongada e morrem de fome, de frio, de desidratação ou atacados por predadores. Pelo menos 5 milhões de animais como cães, gatos, pássaros, esquilos e até mesmo animais de espécies em vias de extinção são acidentalmente apanhados, mutilados e mortos nas armadilhas.


Fontes:
Instituto Nina Rosa – www.institutoninarosa.org.br
PEA – www.pea.org.br
WSPA – www.wspabrasil.org
Arca Brasil – www.arcabrasil.org.br

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Esta entrada foi postada em quarta-feira, novembro 4th, 2009 at 01:51 e faz parte da seção Artigos. Acompanhe atualizações pelo feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou trackback do seu site.

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