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Homenagem da ALSC: Discurso de Bárbara Lebrecht, em nome dos ativistas catarinenses


Este é um momento muito especial e uma grande honra para mim ocupar esta tribuna e poder falar um pouco de nossa luta em prol dos animais. Mas afinal, o que é um voluntário? Quem é esta pessoa que decide dedicar sua vida a uma causa ingrata que não traz retorno financeiro nem projeção social, pelo contrário, acaba lesando o proprio bolso e, muitas vezes, até torna o benfeitor motivo de chacota e crítica?

Quem são estas pessoas que acordam de manhã sabendo que terão que encontrar abrigo para animais abandonados, ninhadas separadas das mães e jogadas na beira da estrada, novas denúncias de maus-tratos e enfrentar a impotência diante da justiça?

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Projeto Ambiental Weg – 2° ano


A FF foi convidada, novamente, à participar do Projeto Ambiental Weg Equipamentos Elétricos S/A, este ano, em parceria com a EBM Wilhelm Theodor Schurmann – CAIC. Este projeto é de responsabilidade de Charles B. Hahn – Gestão Ambiental, de Juceli A. Silva – Serviço Social e de Rafael e busca promover a continuidade do trabalho de educação ambiental iniciado no ano de 2009.
Na escola foram realizadas, junto à 59 crianças de 4ª série, a arborização de algumas áreas, com participação da FAEMA, o incentivo a separação de resíduos para a reciclagem , através de gincana e 2 palestras sobre respeito aos animais, período matutino e vespertino.

Somos muito agradecidos pela oportunidade de exercer nosso primordial objetivo – promover educação para posse responsável de animais de estimação – e sentimos a carência da abordagem deste assunto no ensino fundamental – época em que a sensibilidade e o respeito deveriam ser incentivados. Mais de 80% das crianças relataram ter algum animal de estimação em casa, na maioria, cães. Alguns com 1 animal da sp canina e 1 da sp felina. O interesse foi grande…muitas perguntas, como, por exemplo, “se a castração faz mal pro cachorro”, se gatos podem comer ossinhos , etc.
Ouvimos alguns relatos sobre maus-tratos e também sobre cuidados em tempos de Copa do Mundo, em função do barulho gerado pelos fogos de artifício.
As crianças concordam que animais não devem ser abandonados ( “jogados fora”).

A FF elaborou, há 2 anos, o seu próprio material para palestra sobre o tema, e também utiliza os vídeos educativos do Instituto Nina Rosa – projetos por amor a vida : “Criando um Amigo” , “Fulaninho, o cão que ninguém queria” ( recente versão também em inglês ), entre outros.
A palestrante foi a Virgínia Horwatisch, com apoio de Gislane Mantau e Jucéli A Silva.
O vice-diretor da escola, Marcos Dias e as Professoras Elayne e Ursulina estiveram presentes com as turmas.

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Encontrei um animal. O que devo fazer?


Cão Triste
As Ongs de Blumenau, Focinho Feliz e Aprablu, não possuem abrigos para animais nem recebem recursos de órgãos públicos para esse fim, portanto não podemos recolher e manter o animal. Alguns voluntários/ativistas o fazem particularmente, mas, em geral , já mantém mais animais do que poderiam manter.

O maior objetivo da formação da Aliança educacional pelo Bem-Estar Animal é educar, conscientizar, orientar e estimular as pessoas a AGIREM. Se cada um de nós cuidasse de um animal abandonado, esse problema não existiria… Já que esse animal chamou sua atenção e conseguiu sensibilizá-lo a ponto de você procurar ajuda para ele, não lave suas mãos. AJUDE-O. FAÇA A SUA PARTE.

Como?

  1. Recolha-o com calma e segurança, pois é muito provável que ele esteja sentindo medo e insegurança, além de fome, sede, etc., e esteja um pouco arredio. Muitos animais abandonados, dependendo do tempo que estão na rua, a idade, e o grau de maus-tratos que tenham sofrido, procuram defender-se fugindo, ou mostrando os dentes, ou se encolhendo, pois perderam a confiança do ser-humano. A conquista de sua dignidade de cão ou de gato leva alguns dias para ser recuperada, e depende do seu zelo , paciência e compaixão. Vá com calma,não exija retorno , ele entenderá sua atitudes positivas depois de algum tempo.Respeite os limites.
  2. Leve-o para um abrigo seguro e cercado, um cômodo não muito usado da sua casa, um banheiro,algum local protegido e que ele possa se aquietar. Não coloque outros animais em contato com ele, antes da avaliação do veterinário, e também por 7 a 10 dias, que é o que chamamos de período de “quarentena”.
  3. Se neste período não houver sinais que indiquem manifestação de alguma doença, como cinomose, por exemplo, ou que precise de tratamento e atenção, então faça as vacinas. Vacinas só podem ser aplicadas em animais que não estão doentes, com febre, ou com qualquer sinal de doença. Caso contrário, a doença será mascarada , não solucionada. Mas, procure uma clínica veterinária, não um balcão de agroavícola Não utilize vacinas nacionais, pois não há confiabilidade suficiente para imunização eficaz.
  4. Dependendo das condições, leve-o a um veterinário, logo depois que encontrar o animal, e peça todas as orientações possíveis e um pouco mais. Não se deixe abater por pessoas que possam desmerecer a sua atitude ou a própria vida do animal, como sendo mais um. Toda a vida tem seu valor. É preciso enxergar com outros olhos o conceito de superioridade à que o ser humano se atribui.Neste momento, a sua predisposição em ajudar aquela vida é muito valiosa, também como exercício da compaixão genuína.
  5. Se for cão/cadela , dê um banho , tire pulgas,se houverem, limpe as orelhas. Se for gato(a) , eles mesmos vão recuperando a limpeza. mas você pode mandar dar um banho em clínica especializada, se preferir.
  6. Faça a desverminação dele, o que é muito simples e barato É só comprar um vermífugo , baseado no tamanho /peso médio do animal, e misturar o(s) comprimido(s) com algum alimento que normalmente os cães ou gatos gostem, para um único e rápido bocado.
  7. Se sentirem o gosto do medicamento através de mastigação ou pelo olfato , haverá rejeição. A tentativa terá que ser melhor estudada e repetida no dia seguinte. Gatos são mais sensíveis à medicamentos e é preciso alguma astúcia. Não adiante forçar, pois o resultado será pior e haverá trauma, o que vai dificultar o processo cada vez que for necessário desverminá-lo (3 a 4x/ano em média)
  8. Ofereça ração de boa qualidade em quantidade suficiente , ou um pouco mais se ele estiver aparentando desnutrição.
  9. Quando estiver com o peso recuperado, esterilize-o. Procure as Ongs para orientação de clínicas veterinárias que praticam esterilização /castração com valores reduzidos, para animais carentes ou adotados.
  10. Tire fotos do animal e coloque um anúncio em sites de entidade protetoras, rádio e jornais , faça cartazes para espalhar em clínicas veterinárias, padarias e escolas.Busque adotantes responsáveis.
  11. É muito importante doar um animal sadio e esterilizado, pois, além de ético, é uma forma de garantir uma boa experiência para a pessoa que adota, estimulando a adoção de outros animais.
  12. Se você não pode levá-lo para sua casa até encontrar um bom lar, procure um amigo, vizinho ou parente que possa ficar com ele temporariamente ou hospede-o em um hotel para animais.
  13. A maioria dos veterinários é solidária quando atende animais recolhidos das ruas e pratica preços reduzidos. Caso você queira uma indicação de um profissional em Blumenau, entre em contato com a APRABLU.
  14. Você pode dividir os custos com um grupo de amigos ou vizinhos – estimule outras pessoas a fazer o mesmo! Isso é VOCÊ EM AÇÃO em prol da vida e do bem-estar de um animal!
  15. Não se apresse em fazer a doação – entreviste o interessado – disponibilizamos um modelo de entrevista, que chamamos de entrevista educativa, pois faz a pessoa ou a família refletir bastante sobre a responsabilidade de assumir a manutenção de um animal de estimação por 10,15 ou mais anos. Algumas perguntas são fundamentais para fazer ao interessado, e dizem respeito a animais de estimação que ele , porventura, já tenha tido. O que acontece ou o que aconteceu com ele(s) pode ser um indicativo muito real do que poderá acontecer com aquele animal que ele pretende adotar.É possível descartar a doação neste primeiro questionamento. Afinal, você não quer descartar o animal, e sim , achar um lar em que ele possa ser tratado com dignidade por toda a vida dele.
  16. Ao constituir a doação, documente-a fazendo saber, também por escrito, a responsabilidade que o adotante está assumindo daqui para frente. Use, para tanto, um termo de adoção (existem mais modelos em sites de proteção animal), para ser assinado por você (doador) e pelo adotante, em duas vias. É possível, se estiver ao alcance, utilizar os serviços de um advogado para que o documento tenha mais peso e o adotante mais respeito pelo processo. É mais uma opção. A formalização, com ou sem advogado, auxilia na promoção do respeito à vida.Fique com uma cópia.
  17. Visite o local e acompanhe a primeira semana e os primeiros meses de adaptação. Somente assim você terá certeza que que o animal será feliz e bem cuidado e que seu investimento (físico, emocional e financeiro) valeu à pena. Peça para que enviem, se possível for, fotos do animal de vez em quando


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